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| Jimmy Page sendo Jimmy Page. |
O rock não seria o rock se não fosse seu instrumento mais
importante e grandioso, símbolo da rebeldia e inovação: a flauta doce. RáRáRá,
ando cada dia mais engraçado. Falo na realidade da guitarra, roubada das
sessões de blues. Essa lista não tem a pretensão de apontar os melhores
guitarristas, nem os melhores riffs, apenas unir aqueles que ficam na sua
cabeça e fazem com que babe em outras pessoas todas as vezes em que tenta
imitá-los com a boca.
Dazed and Confused, cover do Led Zeppelin para uma canção de
Jack Holmes, ficou mais conhecida na voz, mas principalmente, guitarras dos primeiros. Isso por que segundo o próprio Holmes, ele "Não tomava ácido na época", a junção dos elementos psicodélicos nos arranjos de Jimmy Page para a nova interpretação trouxeram incríveis ecos fantasmagóricos, que transformavam as frases do riff insistente em solos cada vez mais elaborados. Led Zeppelin é a cara da psicodelia e Dazed and Confused uma das guitarras mais interessantes da fase setentista do rock.
“Seven Nation Army” – The White
Stripes
Uma das frases mais simples já escritas para um baixo, uma
linha fácil que formou um verdadeiro hino indie, exceto por um problema: não
tem baixo no White Stripes. Sim aquele barulho que você jura ser um baixo em
Seven Nation Army é na realidade a inseparável guitarra de Jack White.
“Shake a
Leg” – AC\DC
Shake a Leg é quase uma evolução dos riffs de guitarra.
Começa devagar e vai mudando a cada inflexão nova na voz de Brian Johnson. Traz peso à
música, mas ao mesmo tempo a deixa dançante pra desembocar em um solo no qual
você percebe que já tem mais poder algum sobre seu próprio corpo.
“Bitch” –
Rolling Stones
Keith Richards acha que a sua obra prima é Jumpin’ Jack
Flash, o mundo acha que é Satisfaction, mas eu acho que é Bitch dona de um riff que contamina tudo ao seu
redor: andamento da bateria, a maneira como Mick Jagger canta e até os
saxofones que no refrão roubam o riff da guitarra de Keith e passam a bradá-lo
em seus sopros.
“Boys Don’t
Cry” – The Cure
Lembra do ‘Qual é a música?’ programa do Sílvio Santos que
fazia seus convidados adivinharem músicas com apenas algumas notas musicais(Uma
espécie de Songpop primitivo)? Pois se as oito primeiras notas de ‘Boys Don’t
Cry’ fossem tocadas em qualquer lugar do globo, uma boa parcela da população saberia do que
se trata. Recheada de auto-piedade e fazendo o rock soar mais pop do que nunca,
a canção tem um riff não apenas reconhecível como também inesquecível.
Cadê 'Sweet Child o Mine', cadê 'Layla'? Essa é uma dessas listas que com toda certeza ganhará uma sequência. Por isso get a life e deixe a seção de comentários em paz.




